Vamos partir de um patamar simples para as definições e conceitos sobre Ética. Sem ir a fundo na discussão filosófica das concepções éticas tradicionais: de um lado a corrente deontológica representada por I. Kant (2009) que objetiva uma orientação para a conduta moral humana com base em princípios universais, onde o que importa não é o resultado ou a utilidade das ações, mas sim o dever, a opção pelo racional e pelo correto; e de outro lado a corrente teleológica representada, dentre outros, por Jeremy Bentham (1789, apud Peluso, L. A.), conhecida como utilitarista, que desenvolveu o princípio da utilidade e da felicidade para o maior número de pessoas, e que valoriza as consequências das ações, considerando morais todas aquelas que se traduzem num bem, prazer ou felicidade e considerando imorais aquelas que geram o mal, o desprazer e a infelicidade. Aqui, então, vamos dar mais ênfase para a segunda, aparentemente mais concreta, acreditando na capacidade humana de definir conceitos universais sobre o bem, o prazer e a felicidade, que devem estar orientando a nossa concepção ética.
CIÊNCIA:
Características principais da definição a ser tratada aqui:
- A
ciência possui um carater hipotético. Notar que há várias conexões entre essa tese e os
temas que temos discutido em nossos estudos
sobre o empirismo lógico e sobre Popper.
- O
sentido provisório do conhecimento científico: uma concepção de que o conhecimento evolui ou é
subbstituído por outro, num processo infindável, onde a vcrdade absoluta nunca
é atingida. Previne o dogmatismo e as
mazelas das verdades eternas.
- A busca
de confirmações de hipóteses: através de testes de identidade com fenômenos do mundo empírico, em que se busca um “OK”de
confirmação para aquele exemplo, mas que não significa “OK” para toda a sua classe de
fenômenos. A confirmação muitas vezes ocorre como resultado analítico
posterior ao fenômeno empírico onde quase se escolhe o aspecto favorável e
confirmador.
- A
testabilidade é característica associada ao caráter hipotético da ciência: a
teoria ou hipótese pode ser testada e o teste pode corroborar a hipótese na
medida da sua confirmação empírica e continuar validando aquele conhecimento
científico. A testabilidade sugere uma
relação de critérios de ocorrência, especificando certas condições e elementos
de predição.
- A
falseabilidade / refutabilidade: refere-se à capacidade da teoria científica de
permitir os testes e contemplar a permissão para o falseamento e refutação de
suas sentenças / hipóteses. Desde que se arrisca com a permissão ao
falseamento, e passado por este crivo, a teoria científica obtém mais
credibilidade.
- A
falibilidade do conhecimento e da teoria científica:
à medida que tem caráter provisório, se remete a testes de confirmação,
permite-se um alto grau de testabilidade e facilita o crivo falsificacionista,
então reconhece a falibilidade do conhecimento e da ciência e seu “eterno”
caráter hipotético. Pelo menos a
história da ciência o tem confirmado.
Então, dos três conceitos de Ciência abaixo, estaremos focando no conceito :
3 -
ciência contemporânea.
(1 - CIÊNCIA GREGA)
Conhecida como filosofia da natureza tinha como preocupação a busca do saber a compreensão da natureza das coisas e do homem. Conhecimento este desenvolvido pela filosofia que hoje é distinta da ciência.
Conhecida como filosofia da natureza tinha como preocupação a busca do saber a compreensão da natureza das coisas e do homem. Conhecimento este desenvolvido pela filosofia que hoje é distinta da ciência.
Os pré-socráticos deixaram de lado a mitologia, que na sua
concepção, os fenômenos ocorriam devido a forças espirituais e sobrenaturais
(Deuses) e inseriram a idéia de que existe uma ordem natural no universo não
influenciado pelos “Deuses”.
No modelo platônico o real não está na experiência
adquirida nos fatos e fenômenos adquiridos pelos sentidos. Para eles o
verdadeiro mundo é o que está nas idéias, o que nos fornece o que são as coisas
é a inteligência conseguida através da busca da verdade com o diálogo, ou
lógica desenvolvida por teses.
Já para Aristóteles
a conhecimento deve-se ter uma justificativa lógica, devem-se apresentar
argumentos verdadeiros para sustentarem os princípios, pois nenhum efeito ou
atributo poderia existir se não estivesse ligado a alguma causa. Dessa forma
este modelo propõem uma ciência que produza conhecimento fiel à realidade por
estar amparado no observável e pela sua característica de necessidade.
(2 - CIÊNCIA MODERNA)
Durante o renascimento onde se introduziu a
experimentação científica modificou-se radicalmente a compreensão e concepção
teórica de mundo, ciência, conhecimento e método. Conforme Bacon a natureza é
mestra do homem e para dominá-la era preciso obedecê-la. Para isto era
necessária a indução experimental cuidando de várias coisas que ainda não
aconteceram e depois de posse das informações concluir a respeito dos casos
positivos. Isto passou a ser conhecido como método científico e deveria seguir
os seguintes passos:
- Experimentação
- Formulação de hipóteses
- Repetição da experimentação por outros cientistas
- Repetição do experimento para testagem das hipóteses
- Formulação das generalizações e leis
A revolução científica moderna foi idealizada por Galileu Galilei ao introduzir a matemática e a geometria
como linguagens da ciência e o teste quantitativo experimental e com isto
estipular a chamada verdade científica. A visão do universo por Galileu era de
um mundo aberto, unificados, deterministas, geométricos e quantitativos
diferente daquela concepção aritostélica, impregnada pelos resquícios das
crenças míticas e religiosas. Com isto Galileu estabeleceu o domínio do diálogo
científico, o diálogo experimental, que era o diálogo entre o homem e a
natureza. O homem deveria, com sua razão e inteligência teorizar e construir a
interpretação matemática do real e à natureza caberia responder se concordava
ou não com o modelo sugerido.
Newton, dando uma interpretação diferente da de
Galileu, afirmava que suas leis e teorias eram tiradas dos fatos, sem
interferência da especulação hipotética. Esse seria o método ideal, através do
qual se poderia submeter à prova, uma a uma, as hipóteses científicas. Assim
criou-se o método científico Indutivo-Confirmável, com pequenas variações, no
seguinte formato:
- Observação dos elementos que compõem o fenômeno.
- Análise da relação quantitativa existente entre os elementos que compõem o fenômeno.
- Introdução de hipóteses quantitativas.
- Teste experimental das hipóteses para verificação confirmabilista.
- Generalização dos resultados em lei.
O sucesso das aplicações de Newton no decorrer de
três séculos gerou uma confiabilidade cega neste tipo de ciência que fez com
que, não apenas as ciências naturais, mas também as sociais e humanas,
procurassem esse ideal científico e o aplicassem para ter os mesmos resultados.
(3 - CIÊNCIA CONTEMPORÂNEA)
No início do século XX as idéias de Einstein e Popper revolucionaram a concepção de ciência e método científico. Os princípios tidos com incontestáveis no século passado foram cedendo seu lugar à atitude crítica. A partir deles desmistificou-se a concepção de que método científico é um procedimento regulado por normas rígidas que o investigador deve seguir para a produção do conhecimento científico. Sendo assim, há tantos métodos quantos forem os problemas analisados e os investigadores existentes.
No início do século XX as idéias de Einstein e Popper revolucionaram a concepção de ciência e método científico. Os princípios tidos com incontestáveis no século passado foram cedendo seu lugar à atitude crítica. A partir deles desmistificou-se a concepção de que método científico é um procedimento regulado por normas rígidas que o investigador deve seguir para a produção do conhecimento científico. Sendo assim, há tantos métodos quantos forem os problemas analisados e os investigadores existentes.
Na ciência contemporânea, a pesquisa é resultado
decorrente da identificação de dúvidas e da necessidade de elaborar e construir
respostas para esclarecê-las. A investigação científica desenvolve-se porque há
necessidade de construir uma possível resposta ou solução para um problema,
decorrente de algum fato ou conjunto de conhecimentos teóricos.
A ciência atual reconhece que não existem regras
para uma descoberta, assim como não há para as artes. A atividade do cientista
é semelhante a do artista. Os pesquisadores podem seguir caminhos diversos para
chegar a uma conclusão.
Analisando a história da ciência, constata-se que
muito de seus princípios básicos foram modificados ou substituídos em função de
novas conjeturas ou de novos padrões. Aconteceu quando Galileu modificou parte
da mecânica de Aristóteles e Einstein fez o mesmo com Newton.
A concepção contemporânea da ciência está muito
distante das visões aristotélica e moderna, nas quais o conhecimento era aceito
como científico quando justificado como verdadeiro. O objetivo da ciência ainda
é o de criar um mundo cada vez melhor para vivermos e atingir um conhecimento
científico sistemático e seguro de toda realidade.
A ciência demonstra ser uma busca, uma
investigação contínua e incessante de soluções e explicações para os problemas
propostos.
(extraido da
wikipédia - 20/06/2013)
EPISTEMOLOGIA: é definida, de uma
maneira geral, como a teoria do
conhecimento, é o ramo da filosofia que trata da natureza, das origens e da validade do conhecimento. Entre as
principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se:
- O que é o conhecimento?
- Como obtemos conhecimento?
- Como o ceticismo ajuda a humanidade a separar as crenças falsas das crenças verdadeiras e justificadas?
- Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do pseudo-ceticismo?
A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os
métodos e a validade do conhecimento, Relaciona-se com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência, pois,
em uma de suas vertentes, avalia a consistência lógica de teorias e suas
credenciais científicas. Este facto torna-a uma das principais áreas da
filosofia (à medida que prescreveria "correções" à ciência). A sua
problemática compreende a questão da possibilidade do conhecimento -
nomeadamente, se é possível ao ser humano alcançar o conhecimento total e
genuíno, dos limites do conhecimento (haveria realmente uma distinção entre o mundo
cognoscível e o mundo incognoscível?) e da origem do conhecimento (Por quais
faculdades atingimos o conhecimento? Haverá conhecimento certo e seguro em
alguma concepção a priori?).
Japiassu distingue dois tipos de Epistemologia
- a Epistemologia global ou geral que trata do saber globalmente considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua organização, quer sejam especulativos, quer científicos;
- a Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.
Neste trabalho
estaremos usando o termo "epistemologia" mais no sentido global, como
especifica Japiassu e descrito nos primeiros parágrafos.
JAPIASSU, Hilton F.
O mito da neutralidade científica. Rio, Imago, 1975 (Série Logoteca),
188 p
(extraido da
wikipédia - 20/06/2013)
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