A amplitude e a complexidade desse problema é abordada por alguns autores como sendo desafios de ordem global da ciência e tecnologia e consistem de temas como o desequilíbrio técnico científico entre os países, o problema do excesso de informação, a necessidade da superespecialização, o crescimento dos saberes ocultos dos governos e laboratórios e a complexidade e volume cada vez maiores desses conhecimentos, tornando quase impossíveis as tarefas de acompanhamento, reprodução e assimilação.
Para reconhecer mais a precariedade dos processos de ciência e tecnologia estaremos realçando seu caráter de produto social, introduzindo questões a respeito dos valores cognitivos e sociais da ciência e do método científico, para mostrar que esses processos são buscados e conduzidos por interesses de grupos, elites ou classes sociais e que portanto, a ciência e a tecnologia não são imparciais ou de maneira nenhuma são neutras. Dai então, decorre a importância de se olhar para o caminho do controle social da ciência & tecnologia, isto é, da sua condução democrática e alinhada com os reais interesses da sociedade, lançando mão dos métodos e processos das ciências sociais e humanidades.
O outro objetivo deste trabalho passará a ser, então, o de colaborar para o regate da importância das ciências sociais e humanidades, para o controle e usofruto democrático da ciência & tecnologia.
Tentaremos
clarear a questão do porquê o status científico das ciências humanas e sociais
é rebaixado e buscar algumas formas de
resgate de sua cientificidade.
Existem
muitas diferenças e identidades entre as ciências naturais e as ciências
humanas, como veremos depois. Apresentaremos outras comparações à luz de
leituras epistemológicas, da filosofia e da sociologia da ciência, a partir de
vários autores.
Junto
com a pesquisa da cientificidade das ciências sociais, será buscado também,
algum contorno acerca da identidade entre os dois tipos de ciência, pelo
critério ‘negativo’ da falibilidade do conhecimento científico e de sua ciência
contextual/temporal, dadas as constatações históricas dos processos inexoráveis
de renovação, transformação, mudanças de paradigmas e revoluções científicas, a
nível da explicação dos fenômenos, dos conceitos e da própria estrutura da
ciência e suas teorias.
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